16.4.13

como se fizesse por merecer


o que se precisa ser, quando só o ser, é, é nada que possa fazer e não só porque quer
responde não e sim, construção é o que sente em nome do pai ou de si, só se faz quando se entende
se a necessidade faz ladrão, as riquezas estão tortas, ladrão mesmo toma na lei e a justiça fecha as portas
conto como canto, pra não dizer 'fui eu', de fato. daqui de cima é tudo resistência, gambiarra e gato
sendo irmãos, é a perfeita periferia, não nos falta feijão, aprendemos a lutar na idéia e no quinhão
social, cultural, natural, o tal, estomacal, real, ..., foi mal, é que a arte me possibilita ser um imortal.
a pé, no caminho, em pé, não sozinho. em frente valente, mulher, consciente
mente, fé, responsabilidade, e comprometimento com seu conceito de verdade
ir e ir, ter o que se é, não interferir, que cada um tem sua fé
eco-globaliza-ação e deixa os muleque brincar. culturas são moléculas que podemos misturar
Blundetto  "Hercules" (dub)

28.2.12

Guarani, a língua proibida

Até meados do século XVIII, falar português não
era o suficiente para se comunicar no Brasil. Na Colônia,
predominava ainda a chamada língua geral. Baseada ori-
ginariamente no tupi, ela passou por modificações ao lon-
go dos contatos entre índios e europeus, até tornar-se a
linguagem característica da sociedade colonial. A língua
geral era, portanto, falada não apenas pelos índios, mas
também por amplas camadas da população. Em algu-
mas regiões da Colônia, como em São Paulo e na Ama-
zônia, ela era utilizada pela maioria dos habitantes, a
ponto de exigir que as autoridades portuguesas enviadas
a esses lugares se valessem de intérpretes para se co-
municar.
Por tudo isso, na segunda metade do século XVIII,
a Coroa portuguesa criou uma série de leis para transfor-
mar os índios em súditos iguais aos demais colonos.
Com as mudanças, pretendia-se eliminar as diferenças
culturais características dos grupos indígenas, fazendo
deles pessoas “civilizadas”. (...) O principal mentor desta
política foi Sebastião José de Carvalho e Melo, conheci-
do mais tarde como Marquês de Pombal.
A Coroa pretendia impor o uso do idioma portu-
guês entre as populações nativas da América porque
Pombal entendia que as línguas indígenas reforçavam os
costumes tribais, que ele pretendia extinguir. Na sua
visão, o uso da língua portuguesa ajudaria a erradicar
esses costumes, aumentando a sujeição das populações
indígenas ao Rei e à Coroa.
F. GARCIA, Elisa . Revista de História da Biblioteca
Nacional, julho de 2005, p.73/74 (com adaptações).



 
De acordo com o texto, a imposição do uso da língua
portuguesa às populações indígenas baseava-se no
entendimento de que:
(A) os índios, ao assimilar o português, deixariam seus
hábitos.
(B) os índios aprenderiam facilmente a língua portuguesa e
os costumes do povo.
(C) os índios não precisavam de seus idiomas nativos para
se comunicar.
(D) as línguas dos índios não tinham os mesmos recursos
que a língua portuguesa.
(E) a língua usada pelos colonizadores era melhor para a
comunicação.

Penso em um trabalho que possa ser feito em coletivo.
A ideia é produzir o amálgama das ideias e ideais do pensamento de um coletivo.
Produção como estudo, pesquisa, e também produção como trabalho.
Produzir com o único interesse de expressar de forma mais abrangente e detalhada possível as ideias que permeiam o pensamento do coletivo. Sem suprimir as particularidades.

Conectar informações, com estudos e pesquisas e agregar atividades, com práticas e exercícios.
Compartilhando as posições e os pensamentos e se concentrando no 'próximo agora.
Utilizar os meios de expressão existentes dentro do coletivo.
Buscar trabalhos como exposição, um exercício prático ou a inscrição em uma bolsa ou em um edital.
Penso que podemos ser diretos, falando pessoalmente com as pessoas que 'gostaríamos de trabalhar'.

Como ideia inicial, vejo como um 'tema' A Baixada Fluminense.
Moro na baixada e conheço grandes pessoas e lugares, fonte de infinitos talentos e temas que podem ser trabalhados pelo coletivo.
Usaremos as ferramentas que temos.
A fotografia;
O cinema e A vídeo arte;
A pintura e O desenho;
A música.


O grupo escolhe um lugar, e por 1 ou 2 horas conversa, planeja e estuda as ideias.
O grupo se reúne pra uma prática combinada na reunião anterior.
O grupo se encontra pra estudar determinado tema.
O grupo marca uma oficina prática.
O grupo decide que trabalho levará pra um evento.
O grupo decide que trabalho pode inscrever no edital.
O grupo pode se movimentar com os trabalhos.
O grupo se movimenta e é orgânico.

Se grana:
A grana que entra paga todos os custos, de estrutura, alimentação, transporte, alojamento, tal.
Futuramente poderemos ter um sustento vindo do coletivo para o coletivo.

Hoje talvez tenhamos que sentar, falar do que pode ser esse lugar, desse trabalho, trocar pensamentos e gastar do nosso bolso o custo das práticas (filmes, revelações, moldura, cerveja, pão, ônibus, espaço,...).

22.10.11

mudanças sinceras (ou só dia qualquer pra você)


Sinceramente,

no mundo digital
não?
pois bem..
 
impulsiono
a estudar
 reproduzir
em madureira tem um tucano na gaiola
mesmo
Rapha tag dele
floriu
ciências no centro de caxias
buraco no cimento
graffiti no bem
 
 (pichador da física)
 
 reclamo de mais
o mano pico


no mais é que ta bom..
vamo fazê!

23.1.11

querência


   ser, obriga-nos a estar
sair para ser
    estar onde estiver
          ser por querer
             querer ser aquilo que realmente é
                 o que sempre foi sem tocar
                         ser o que se deseja
           o que aos sentidos agrada
sair da linha sobre o entendimento
                                       praticar
                                 experimentar
                              de forma desfreada, consistente, sensata
                           voraz, sem vacilos
                        ter firmeza no que é
                      libertar-se
                   sem amarras
                 sem pretensões
                    sem opressões
sem pretextos ou frescuras
desconstruir preconceitos
                            ir e ir
     viver com o que tiver
  da forma que quiser
ser o que realmente é
   ter apenas o ser

        i.        não mais máscaras;
     ii.        não mais temer aos iguais;
    iii.        não aceitar imposições;
    iv.        acreditar em si;
     v.        ser independente coletivamente;
    vi.        experimentar.

um filme
der himmel über berlin [o céu sobre berlin] – asas do desejo – 1987 – alemanha – anjos em berlin, no cenário pós-guerra, observam e lêem os pensamentos da população e tentam dar confiança e ânimo às pessoas sem esperança. e confrontados com a solidão das almas, comparam com suas vidas de meros observadores e ‘auxiliares’ à distância, e expõem suas questões sobre o ter [a imortalidade e o entendimento sobre as emoções humanas] e o ser [a criatura que realmente sente as emoções] – torrent



um som 
 








catch a fire – bob marley and the wailers – 1973 –  torrent

[vap]
[noite sem dormir]
[madrugada na rua]