10.3.10

um grito

[tarde de delírio - 26/2/10]

A máquina de dominar mentes, dando vida a cadáveres, forjando a sua felicidade, com o setor de destinar reis e deuses cegos, vem para assumir, desse pobres animais, tudo o que têm. Observando os perdidos, não falta bebida em uma rodada de vida, um homem aposta sua auto construção no caminho errado, escolhido não por ele, dominado. Em torno desse mar de vidas falsas, o fugitivo mais dedicado, um sobrevivente, tomando chuva, com fome, criando seu filho em uma caverna escura, dispostos em prepará-lo para tudo que vem, tudo que o castigava. Crescendo, os futuros lutadores, as crianças de hoje, estão começando ouvir e falar e ver e questionar, ter fé em si mesmo, ao ver o céu, cançados de orar por nada, deixando a verdade falar, parando de fingir felicidade. Para ser futuro, além de todas as etapas, além da ciência e suas cores, precisa mais coragem, mais problemas, sem mentiras, sem falso conforto, mais conflito, mais aprendizagem. Visite a erva daninha, destrua com raiva para construir o direito de ser. Eles não te olham, nunca perdem e nunca dormem, a voz é bloqueada, a raiva é escondida, acorrentada, o ser é criado para o comércio de corpos, eles prendem os braços, as pernas, nada de verão e felicidade, só opressão, só pressão para lutar contra a expressão. Não para a máquina de lixo, seja bravo, morra se for preciso, chega de meia exposição, justiça contra as injustiças.

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